Inspirações_16/11/2023
Foi solicitado que identificassemos 3 subáreas da média-arte digital que considerassemos estar a ser atualmente objeto de atenção na literatura científica, e que dessa forma cruzasse com os nossos interesses de investigação.
Realizei a pesquisa através do Google Scholar, onde direcionei a questão de meu
interesse que seria ciência, física e arte, pois a minha busca permeia uma
ideia (ainda que vaga) do projeto.
Nesta o meu objetivo foi
compreender os “ fios do
discurso” e indicar as três
subáreas com possíveis relações com a investigação (confesso que também tive
dificuldades de separação destas.) Tenho
interesse pela interatividade, participação e imersão que estão incluso nos
discursos da arte contemporânea, tendo o “olhar” na natureza tecnológica e
científica.
1. Design da informação
Referências Básicas:
Passos, R., & Moura, M. (2007). Design da informação na hipermídia. InfoDesign: Revista Brasileira de Design da Informação, 4(2).
Braga, A. S. (2004). Design de Interface-as origens do design e sua
influência na produção da hipermídia.
Braga, M. C. G., Pereira, A. T. C., Ulbricht, V. R., & Vanzin, T.
(2006). Hipermídia: uma jornada entre narrativas e roteiros. In Congresso
Nacional de Ambientes Hipermídia para Aprendizagem–CONAHPA. Florianópolis de (Vol.
9).
Referências Atuais:
Silveira, L. O. D. (2023). O labirinto, a enciclopédia e o fantástico:
sobre um processo de criação em net art.
Rocha, C. A. (2021). Animação, do tradicional ao hipertextual. Diverge,
revista de Artes, Humanidades e Ciências Sociais, 2, 16-26.
Pitol, A. L. C. (2023). A curadoria diante do digital: processo
curatorial como prática artística em três projetos do Leste Europeu (East Art
Map, Bosnia and Herzegovina Art Map e Invisible Matter-East Art Map) (Doctoral
dissertation, Universidade de São Paulo).
Sobre o conceito de curadoria digital, Lee e Tibbo
(2011, p. 126) o definem como um
conceito amplo (conceito
guarda-chuva) que abrange
atividades de diversas
profissões, instituições,
atores e setores.
A importância de se articular elementos e que são
incorporados ao projeto final, ou seja ao artefato, partindo de uma vaga ideia,
a agregação de fatores e conhecimentos que acabam por moldar e conceber de
forma poética o projeto artístico.
Lee, C. A., & Tibbo,
H. (2011). Where’s the archivist in digital curation? Exploring the
possibilities through a matrix of knowledge and skills. Archivaria, 123-168.
Sayão,
L. F., & Sales, L. F. (2012). Curadoria digital: um novo patamar para
preservação de dados digitais de pesquisa. Informação & Sociedade:
Estudos, 22(3), 179-191.
SIEBRA, S. D. A., BORBA, V. D. R., & MIRANDA, M. K. F. D. O. (2016).
Curadoria digital: um termo interdisciplinar. Informação & Tecnologia; v. 3, n. 2 (2016): Informação
& Tecnologia-Especial Enancib 2016-parte 2; 21-38, 24(2), 38-21.
SIEBRA, S. D. A. (2019). Curadoria Digital: uma
área em expansão. Archeion Online; v. 6, n. 2 (2019); p. 1-6, 24(2).
de Medeiros, W. O., & Pinho, F. A.
(2019). As imagens artísticas digitais
no contexto da curadoria digital.
Bruno, A. R., de Almeida, S. S. L., & de Lima
Gomes, I. C. (2023). Curadoria digital interativa: espaços coletivos e
ambiências de pesquisa e de formação. Educação em Análise, 8(1),
30-47.
A fotografia tem
fundamental importância para a criação e manutenção de regimes de verdade e
poder, principalmente nos dias de hoje a cultura do perfeccionismo. Sabe-se que
a imagem na sociedade atual, é um
“símbolo” do consumo e do espetáculo principalmente
das redes sociai e dos ciberespaços. As pessoas passam a criar imagens para
representar a própria vida e a viver em função da produção de imagens, o que
promove a inversão da função destas. Porém, como sugerido por Flusser a imagem, a fotografia, e também um
convite a refletir sobre o ato do artista, por meio da arte e da
poética, é possível criar novas realidades transformadoras e, de certa forma a
incitar o questionamento e ser também uma “porta de acesso” ao conhecimento e
ao pensamento crítico.
Como diz Carvalho (2008) “Trata-se de pensar o que
se dá quando o dispositivo é colocado em evidência e passa a funcionar como um
ativador capaz de suscitar acontecimentos imprevisíveis e incompossíveis, e
quando a imagem se torna o próprio lugar de uma experiência da ordem do
virtual.”
Travisani, T. G. G. (2010). Imagem em movimento na arte: o digital como
processo criativo. Aurora., (8), 112-112.
de Carvalho, V. (2008). Dispositivo e imagem: o papel da fotografia na
arte contemporânea. Studium, (27), 7-22.
Soulages, F. (2017). A Fotograficidade: Como Reflexão Sobre as Imagens
(de Imagens), tradução de Angela Grando e Darcilia Moysés. Revista Farol, 13(18), 142-151.
Referências Atuais:
Bordin, A. V. V. (2021). Fotografia digital: da invenção do smartphone
às novas poéticas visuais.
Ward, R. (2021). Da fotografia documental à artística. ARS (São Paulo), 19,
102-165.
Sobral, F. A., & Simões, C. F. (2020). Metamorfoses–Um projeto de
videoarte e fotografia.

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